Sessão Solene do 35.º Aniversário de 13 de Janeiro, Dia da Liberdade e da Democracia
O Líder Parlamentar do Movimento para a Democracia proferiu, hoje, um discurso na Sessão Comemorativa dos 35 anos do dia 13 de Janeiro – Dia da Liberdade e da Democracia. Na sua intervenção, Celso Ribeiro salientou a importância de proteger os valores da liberdade e defendeu a consolidação da democracia cabo-verdiana.
O Líder Parlamentar do MpD destacou que a efeméride celebra a implementação de uma República soberana, unitária e democrática. Para o deputado, este capítulo constitui-se como uma das páginas mais iluminadas e transformadoras da história nacional. Afirmou que o 13 de Janeiro é um património moral, político, histórico, cultural e cívico, acrescentando que evocá-lo é reafirmar um compromisso permanente com a preservação da liberdade, o fortalecimento das instituições democráticas e a promoção de uma cultura política, ainda que imperfeita.
Celso Ribeiro frisou, ainda, que Cabo Verde alcançou um marco notável e raro na região subsaariana, ao transformar a alternância no poder em normalidade e o conflito político em debate público. Referiu que o país se abriu ao mundo da economia baseada na iniciativa privada, na livre circulação de capitais, nas novas tecnologias, bem como à afirmação da cultura e do desporto além-fronteiras, integrando-se plenamente no conjunto das nações livres e democráticas.
Considerou que o 13 de Janeiro transcendeu o mero formalismo, tendo sido uma data determinante para a instauração de um novo modelo de convivência política assente no respeito pela diferença, no pluralismo e no escrutínio popular. Sublinhou que o Movimento para a Democracia confia no povo cabo-verdiano que, desde o início, escolheu os valores da liberdade, do respeito e da democracia, demonstrando que o Estado não é propriedade de ninguém, a Nação não pertence a um partido e a dignidade do cidadão não pode depender da sua proximidade ao poder.
Embora tenha sublinhado os ganhos da governação, o Líder Parlamentar do MpD reconheceu que os desafios da adaptação às mudanças climáticas, da transição energética, demográfica e epidemiológica, da produtividade, da justa distribuição da riqueza nacional e da Inteligência Artificial exigem esforços conjuntos. Condenou as atitudes do PAICV de criticar a justiça e colocar em causa o Estado de Direito, afirmando que ninguém está acima da lei e que a justiça não pode vestir cores partidárias.
No seu discurso, recordou a qualificação de Cabo Verde para o Mundial de Futebol de 2026 como uma memória simbólica da união das ilhas, do fim das diferenças e da alegria partilhada. Referiu igualmente a qualificação da seleção feminina para a CAN 2026, as 26 medalhas conquistadas nos Jogos da CPLP e a medalha de bronze de Ailton Semedo no judo, como exemplos de disciplina, resiliência, paixão e continuidade.
Para concluir, o parlamentar homenageou o antigo Ministro dos Negócios Estrangeiros, José Filomeno Monteiro, falecido no início de dezembro, sublinhando que o seu legado permanece vivo na defesa da liberdade, do diálogo, de instituições fortes e do respeito pelo povo.
Dirigindo-se às gerações futuras, Celso Ribeiro destacou que sobre elas recai o dever de desenvolver a democracia num quadro de tolerância, respeito mútuo e convivência, defendendo a continuidade do legado de Carlos Veiga, que considerou o rosto da democracia e a bússola que guiou Cabo Verde no processo democrático.