Os
deputados da 5.ª Comissão de Economia e Finanças da Assembleia Nacional de
Angola visitaram, na presente data, a Assembleia Nacional de Cabo Verde (ANCV).
A deslocação da delegação teve como escopo a partilha de experiências e
conhecimentos atinentes a matérias como a prevenção e combate à lavagem de
capitais, o financiamento ao terrorismo e questões constitucionais.
A
visita guiada pela instituição parlamentar incluiu espaços como a Biblioteca, a
Sala de Sessões, o Pátio da ANCV, a Galeria de Artes e a unidade de
Informática. Ao longo do percurso, a delegação parlamentar angolana teve ensejo
de colocar questões e obter esclarecimentos sobre o funcionamento da Assembleia
Nacional cabo-verdiana.
Em
declarações à comunicação social, o Vice-Presidente da Comissão, João Domingos,
sustentou que Cabo Verde tem registado uma evolução positiva no combate ao
terrorismo e à lavagem de capitais, razão pela qual a delegação angolana se
deslocou ao país, com o intuito de aprender e partilhar experiências.
Acrescentou, ainda, que a delegação almeja aprofundar conhecimentos sobre as
autarquias locais, dado que “o Parlamento angolano tem trabalhado para aprovar
os últimos pacotes legislativos com vista à realização das eleições
autárquicas. Queremos trocar experiências sobre questões relativas às finanças
e matérias administrativas”, sublinhou.
João
Domingos salientou, ainda, que Cabo Verde e Angola são nações irmãs, unidas por
profundas semelhanças linguísticas e culturais. O representante da delegação
mostrou-se convicto de que as duas Casas Parlamentares podem cooperar em
múltiplas áreas, realçando que os encontros com as comissões especializadas
permitirão obter uma visão mais precisa sobre as possibilidades de cooperação
parlamentar a estabelecer. O Vice-Presidente da Comissão de Economia e Finanças
manifestou a sua satisfação pela oportunidade de conhecer a ANCV, tendo
expressado particular admiração pelos serviços do seu Centro de Dados, que
presta assistência técnica aos 72 deputados nacionais. Procedeu a uma
comparação entre as duas realidades parlamentares e salientou que, embora o
Parlamento angolano seja de maior dimensão, os Serviços de Informática de ambos
os países lusófonos têm desempenhado um papel relevante no apoio às funções
parlamentares.
“Nós
temos acompanhado os debates do Parlamento cabo-verdiano. Temos observado que
são debates bastante intensos, acalorados, mas que terminam com a aprovação de
boas resoluções e leis […]. É uma novidade para nós, e tomámos boa nota do
facto de o Primeiro-Ministro participar no debate ao final de cada mês, tendo
em consideração que o nosso Regimento apenas permite debates mensais mediante
solicitação dos próprios grupos parlamentares ou do Executivo”, asseverou o
parlamentar angolano. O representante da Comissão definiu a democracia
cabo-verdiana como “forte e sólida”, destacando-se por uma diáspora resiliente,
empenhada em conhecer e participar nas decisões do país.
A
delegação parlamentar angolana prosseguirá com uma agenda de trabalhos que
inclui encontros com a Comissão Especializada de Finanças e Orçamento, a
Comissão Especializada de Economia, Ambiente e Ordenamento do Território, a
Imprensa Nacional, o Conselho de Prevenção da Corrupção e outras instituições
públicas.