I SESSÃO ORDINÁRIA DE MARÇO
O último dia dos trabalhos parlamentares contou com o período de Questões Gerais, um momento de debate entre os partidos com assento parlamentar sobre temas de relevância pública. A I Sessão Ordinária de março foi encerrada, hoje, com o debate sobre o desenvolvimento das ilhas e os instrumentos legislativos.
Assim, os deputados reuniram-se na Sala de Sessões para debater temas e apresentar as inquietações da população cabo-verdiana. O Período de Questões Gerais trouxe a questão dos desafios das ilhas e dos constrangimentos enfrentados pelos cabo-verdianos no seu dia-a-dia.
A ilha de São Nicolau recebeu um grande enfoque na I Sessão Ordinária de março, em que os deputados debateram as questões sobre a pesca, a agricultura, a energia, o emprego e as infraestruturas na ilha. Os deputados afirmaram que os transportes devem ser acessíveis e a preços justos para que todos os cabo-verdianos possam visitar seus familiares, conhecer a ilha e transportar suas mercadorias.
A ilha da Brava e de São Vicente entraram para o centro do debate político, com diversas intervenções sobre os desafios da mulher e a falta de bens de primeira necessidade. Para os deputados, o Governo deve trabalhar para criar leis que impactam a vida das mulheres e garantir transportes previsíveis nas ilhas.
Os sujeitos parlamentares manifestaram preocupação com a escalada no conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão e pelas suas implicações na subida e escassez de produtos. Os deputados questionaram o Governo sobre a reserva alimentícia e de medicamentos, bem como as políticas que serão adotadas para mitigar os efeitos deste conflito em Cabo Verde.
Outra questão levantada pelos deputados é a falta de pagamento a pequenas empresas subcontratadas pelas grandes empresas na construção de obras públicas. Dado à relevância que estas infraestruturas têm, os deputados pedem que o Governo crie um mecanismo que obrigue as empresas a cumprir os seus compromissos. Apelaram, ainda, que o Executivo converse com os agentes operacionais do Hospital Agostinho Neto, que tem reivindicado os seus direitos.
O Período de Questões Gerais foi finalizado com a intervenção do Governo que prestou esclarecimentos sobre as questões levantadas.