Os deputados eleitos pela diáspora abordaram as medidas e investimentos do Governo com impacto direto nas comunidades emigradas. Esta temática integrou o leque de assuntos transversais debatidos na reunião plenária, com destaque para o papel estratégico da diáspora no desenvolvimento nacional.
Ao iniciar a sua intervenção, o deputado Alberto Alves afirmou que a diáspora tem sido frequentemente reduzida à mera dimensão das remessas económicas, lamentando a ausência de uma política pública robusta e estruturada que valorize verdadeiramente os cabo-verdianos no exterior. “O Governo do MpD reduziu a diáspora a um simples número de remessa e, na prática, não a reconhece como um ativo estratégico do país, com capacidade para influenciar e investir no desenvolvimento nacional”, declarou.
Na sua análise crítica, o deputado supracitado salientou que, ao longo da última década, a diáspora tem sido descurada, particularmente no setor dos transportes, enfrentando condições difíceis de mobilidade. Referiu que os emigrantes continuam a ser obrigados a suportar “voos longos, cansativos e com preços proibitivos”, sem soluções eficazes por parte do Executivo. Para Alberto Alves, trata-se de uma falha grave na política externa e de integração nacional, sublinhando que “a diáspora deve ser tratada como parte integrante da Nação, com direito, voz e presença”.
Em contraponto, a deputada Fátima Wright considerou que o Governo liderado pelo MpD tem desenvolvido um trabalho meritório junto da diáspora. “O Governo está de parabéns pela Embaixada dos Estados Unidos que lançou a primeira pedra”, declarou, congratulando-se com os avanços institucionais que têm permitido uma maior participação cívica e política dos emigrantes cabo-verdianos. A parlamentar sublinhou que, sob a atual governação, a diáspora passou a ter direito de voto efetivo e beneficiou de uma reestruturação significativa dos serviços prestados nos consulados e nas alfândegas, contribuindo para uma maior eficiência e proximidade institucional.