A solidariedade espontânea ganha escala quando amparada por políticas públicas eficientes.A solidariedade espontânea ganha escala quando amparada por políticas públicas eficientes.
Esta foi uma das ideias que sobressaiu do encontro da Presidente da Assembleia Nacional, Janira Hopffer Almada, e dos Deputados eleitos por São Vicente, com a Direção da Cruz Vermelha local, onde foram identificadas questões que vão desde a capacitação dos voluntários, até à criação de condições materiais necessárias para apoiar pessoas vulneráveis, e responder a situações de emergência.
O encontro, integrado na missão oficial da Presidente do Parlamento à ilha, funcionou como um termómetro das carências sociais locais.
Ao fazer o balanço do encontro, Janira Hopffer Almada afirmou ter ficado convicta da necessidade de uma atenção especial ao voluntariado, destacando o anúncio já feito pela Ministra da Família e Desenvolvimento Social de que o Governo pretende conferir maior atenção a esta área. Na perspetiva da Presidente da Assembleia Nacional, importa que a ação parlamentar acompanhe esta realidade e favoreça uma melhor articulação entre o voluntariado e as respostas institucionais.
A Direção da Cruz Vermelha detalhou os constrangimentos na gestão do lar de idosos, a urgência na capacitação técnica das suas equipas e a falta de infraestruturas logísticas, especificamente de um armazém central para salvaguardar donativos e equipamentos de emergência.
Em reação às matérias apresentadas, a Presidente da Assembleia Nacional defendeu uma atenção especial ao voluntariado e um reconhecimento específico às pessoas que dedicam parte do seu tempo ao serviço do próximo, tendo assumido o compromisso de acompanhamento parlamentar da situação.
Lembrou, ainda, que o Programa do Governo, cuja execução e cumprimento cabem ao Parlamento fiscalizar, já prevê o enfoque legislativo no voluntariado, e o aproveitamento de edifícios e outros espaços do património do Estado, sem utilização, para fins de utilidade pública.
A Líder do Parlamento frisou, ainda, a necessidade de um quadro legal que confira melhores condições para o exercício desta missão, incluindo respostas no domínio da proteção social, da redução de alguns custos e da mobilidade dos voluntários, sublinhando a importância de valorizar a capacidade solidária existente na sociedade cabo-verdiana.
Através do contacto direto com os cidadãos, em São Vicente, Janira Hopffer Almada identificou, assim, o voluntariado e o associativismo como "pilares" essenciais na estruturação das respostas comunitárias.