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Sabado, 18 de Setembro 2021
2ª SP julho: Pandemia da Covid-19 marca Estado da Nação

A Assembleia Nacional encontra-se reunida para debater o Estado da Nação. O debate começou com o discurso do Primeiro-Ministro que considerou que o Estado da Nação é “indubitavelmente” marcado pela pandemia da Covid-19.

 

“Foi assim em 2020 e é assim no presente ano de 2021. Estamos perante a maior crise vivida no mundo inteiro desde a grande depressão, com a particularidade de ser mais global e intensa num curto espaço de tempo, e de produzir impactos fortes em várias frentes simultaneamente sanitária, económica, social e humanitária”.

 

Após a abertura, o Líder Parlamentar do PAICV, João Baptista Pereira, interveio afirmando que o debate do Estado da Nação, realiza-se num momento em que o País atravessa uma crise sanitária, económica e social sem precedentes na história recente, provocada pela pandemia da Covid 19.

 

De acordo com João Baptista Pereira, a crise sanitária que afeta Cabo Verde, expôs e ampliou as desigualdades no País, com impactos negativos em todos os sectores, perdas de vida, emprego, aumento da pobreza, deterioração da educação, diminuição das receitas do turismo, entre outros.

 

Por sua vez, o Líder Parlamentar do MpD salientou no seu discurso que apesar das vicissitudes encontradas foi possível fazer de Cabo Verde, uma “nação com esperança e resultados positivos nunca antes alcançados na história do país”.

 

Conforme João Gomes, apesar das dificuldades que encontrou, “nenhum Governo da história deste País foi tão longe nas dotações orçamentais orientadas para as camadas mais vulneráveis e para a inclusão social”.

 

Já o discurso de abertura da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) foi introduzido pela Deputada, Zilda Oliveira, que considerou que a pandemia da Covid-19 veio agravar a situação de crise em vários sectores e ampliou as desigualdades no país.

 

“A pandemia da Covid-19 provocou uma forte redução da economia e do sector empresarial provocando a paralisação do sector do turismo e de serviços conexos com perdas de emprego. Temos uma população desempregada de 31.724 pessoas, a pobreza bateu na porta de muitas famílias atingindo 136 mil pessoas”, afirmou, salientando que o desemprego e a pobreza acentuaram as assimetrias sociais agravando e gerando outros males sociais nomeadamente a criminalidade.

 

De referir que este é o último dia da Sessão Plenária de julho, que encerra o Ano Parlamentar, entrando os Deputados de férias parlamentares.  

 

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