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Domingo, 22 de Setembro 2019
Jorge Santos disserta sobre o recente percurso político de Cabo Verde

O Presidente da Assembleia Nacional, fez parte do naipe de intervenientes na UNIVERSIDADE DE VERÃO 2019 do MPD, sustentado pelo lema, formar para cuidar de Cabo Verde, que decorre desde o passado dia 5 e vai até ao próximo dia 7 de setembro, com palco montado na Cidade Velha, antiga vila da Ribeira Grande de Santiago e destina-se a jovens provenientes das díspares ilhas que configuram o arquipélago de Cabo Verde.

A Jorge Santos, coube dissertar sobre a Juventude e participação política, um tema que constituiu uma oportunidade para o debruçar sobre algumas experiências dos 29 anos do Cabo Verde Democrático, tomando como ponto de partida os longínquos anos 80, em que o país foi marcado por uma crescente ação e descontentamento da população, principalmente da juventude, inconformada com a ausência de democracia e liberdade e contra o regime de Partido Único instalado.

Mais adiante e afinando-se pelo mesmo diapasão, recordou a criação do MPD em 1990, que resultou, inquestionavelmente, do supramencionado momento político que se vivia na altura em Cabo Verde e na Diáspora, reforçado pela conjuntura internacional, que determinou queda do muro de Berlim e consequentemente ditou fim da Guerra Fria e o colapso da antiga URSS.

Foi nesse “clima de mudanças”, que a seu ver, a juventude cabo-verdiana se irrompeu e concorreu com um valioso contributo para todo o processo de abertura política, mudança e democratização do país bem como para a construção do Estado de Direito, que conduziu à aprovação da 1ª Constituição Democrática e implementou um conjunto de reformas importantes a nível, político, económico, social e cultural, para o desenvolvimento sustentado.

O orador, recordou ainda que: “O Poder Local democrático, instituído com o advento da democracia, foi igualmente liderado por jovens autarcas de Santo Antão a Brava, numa altura em que, reforçando a vitalidade juvenil de então, vincou que: “A média de idade do 1º Governo democrático saído das eleições de 13 de janeiro de 1991, era de 34 anos”.  

Todavia, reconheceu que passados estes anos, a tendência inverteu-se claramente, com a diminuição da participação de jovens dos 18 aos 35 anos nos atos eleitorais e nas atividades político-partidárias, algo que acontece também noutras paragens. Continuou dizendo que pese embora algumas perceções negativas de participação política, a juventude do século xxi recorre a ferramentas que tem a sua disposição para mostrar a sua força e fazer valer a sua voz.

Entretanto, reconheceu que a sociedade, não raras vezes, tem emitido sinais e alertas à classe política e por isso há que prevenir situações que possam pôr em causa a sobrevivência do sistema político e de representação, por um lado e, por outro, combater o nefasto fenómeno do populismo, distanciando dos anseios meramente eleitoralistas, envidando todos os esforços para uma concertação estratégica entre os cidadãos, as instituições democráticas e o poder político em relação aos principais assuntos de Cabo Verde.

 

Antes de deixar o púlpito e em tom de conclusão, legitimou que volvidos 29 anos, e com todos os ganhos inerentes, falar hoje em liberdade e democracia, implica, inevitavelmente, falar da importância da diminuição do distanciamento entre a sociedade civil e as instituições democráticas. Por isso defendeu que é preciso apostar no “Governo aberto” e no “Parlamento aberto”, que devem ser reflexos evidentes da consolidação do Estado de Direito Democrático, pois: “Um Parlamento moderno tem que acompanhar e adaptar permanentemente ao desenvolvimento da sociedade e suas dinâmicas. 

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